segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os Segredos da Mente Milionária


O meu pai, por exemplo, era empresário do ramo da construção
civil. Construía de 12 a 100 casas por projeto. Cada um desses
empreendimentos demandava um pesado investimento de capital. O
meu pai precisava empenhar tudo o que tínhamos para fazer
empréstimos nos bancos até as casas serem vendidas e o dinheiro começar
a entrar. Por isso, toda vez que ele dava início a um projeto, nós
ficávamos mergulhados em dívidas e sem um tostão para gastar.
Como você pode imaginar, por essa época o humor do meu pai
não era dos melhores nem a generosidade era o seu forte. Para tudo
o que eu lhe pedia, mesmo que custasse só um centavo, a sua respostapadrão
depois de "Você acha que eu sou feito de dinheiro?" era "Está
maluco?". É claro que eu não conseguia mais do que aquele olhar de
"Nem pense em pedir outra vez". Garanto que você sabe exatamente
o que é isso.
Essa situação durava um ano ou dois, até as casas serem vendidas.
Depois, ficávamos cheios da grana. Da noite para o dia, o meu pai se
transformava em outra pessoa. Ficava feliz, afável e extremamente
generoso. Até me perguntava se eu precisava de dinheiro. Eu tinha
ganas de lhe devolver aquele olhar da época das vacas magras, mas,
Como não era bobo, dizia apenas: "Claro, pai, obrigado." E revirava
os olhos.
A vida era boa até o maldito dia em que ele chegava em casa
anunciando: "Encontrei um ótimo terreno. Vamos COnstruir
novamente." Lembro-me muito bem de que eu costumava dizer
"Fantástico, pai, boa sorte!. com o coração apertado por saber do
período de dureza que teríamos pela frente.
Até onde consigo me lembrar, esse padrão já existia quando eu
tinha seis anos de idade e durou até os meus 21 anos, quando saí
definitivamente de casa. Foi quando tudo mudou - pelo menos era
assim que eu pensava.
Nessa época, terminei os estudos e me tornei, como você há de
imaginar, construtor. Depois me meti em vários negócios
relacionados com projetos de construção. Por algum estranho motivo, após
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ganhar pequenas fortunas, em pouco tempo eu estava de novo na
pindaíba. Então, começava outro negócio, sentia-me novamente
no topo do mundo e, um ano depois, me via mais uma vez no fundo
do poço.
Fiquei cerca de 10 anos nesse esquema de altos e baixos, até
perceber que o problema talvez não fosse o ramo de negócio em que eu
estava, os sócios que escolhia, os empregados que tinha, a situação
econômica do país ou minha decisão de dar um tempo no trabalho e
relaxar quando as coisas iam bem. Finalmente, reconheci que, talvez,
estivesse inconscientemente revivendo os altos e baixos do meu pai.
Graças a Deus, tive a oportunidade de aprender o que você está
lendo neste livro e consegui me recondicionar a abandonar o
modelo ioiô e construir uma vida de prosperidade crescente. Até hoje
sinto ânsia de mudar quando as coisas vão bem (e sabotar a mim
mesmo no processo), mas agora tenho na mente outro arquivo que
observa esse sentimento e diz: "Obrigado pela informação. Pode
retomar a concentração e voltar ao trabalho."
O exemplo seguinte vem de um dos participantes dos seminarios.
Nunca vou me esquecer de um senhor que, em lágrimas, se aproximou
de mim no final da apresentação com a respiração ofegante e
enxugando os olhos na manga da camisa. Olhei para ele e perguntei:
- Qual é o problema, senhor?
Ele respondeu:
- Tenho 63 anos de idade. Leio livros e freqüento seminários
desde que eles foram inventados. Já escutei todo tipo de palestrante
e tentei tudo o que eles sugeriram - ações, imóveis, uma dúzia de
negócios diferentes. Voltei à universidade e obtive um MBA. Tenho
10 vezes mais conhecimento do que a média das pessoas e jamais
alcancei o sucesso financeiro. Em todos esses anos, sempre comecei
muito bem e acabei de mãos vazias e nunca soube por quê. Eu me
achava um completo idiota até hoje. Depois de ouvir o que você
falou e processar as informações, finalmente as coisas começaram a
fazer sentido. Não há nada errado comigo. Simplesmente trago o
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modelo de dinheiro do meu pai gravado na mente, e esse tem sido
o meu castigo. O meu pai perdeu tudo o que possuía num negócio
malsucedido. Todo dia ele saia de casa para procurar trabalho ou
tentar vender alguma coisa e voltava sem nada. Ah, se eu tivesse
aprendido sobre modelos e padrões de dinheiro há 40 anos...
Quanta perda de tempo todo esse aprendizado e conhecimento.
E comesou a chorar convulsivamente. Eu lhe disse:
- O seu conhecimento não é de forma nenhuma uma perda de
tempo. Ele apenas ficou latente, num canto do seu cérebro, à espera
do momento oportuno para se manifestar. Agora que o senhor
formulou um "modelo de sucesso", tudo o que aprendeu ao longo da
vida se tornará útil e fará com que seja bem-sucedido.
A maioria de nós só sabe a verdade quando a escuta. Ele começou
a ficar ofegante de novo, depois foi se mostrando mais aliviado e
passou a respirar profundamente. Em seguida, um grande sorriso
iluminou o seu rosto. Deu-me um forte abraço e disse:
- Obrigado, obrigado, obrigado.
Na última vez que tive notícias desse senhor, ele estava nas alturas:
acumulara mais riqueza nos últimos 18 meses do que nos últimos
18 anos. Para mim, isso é o máximo.
Repito: mesmo que você tenha todo o conhecimento e toda a
qualificação do mundo, se o seu modelo não estiver programado
para o sucesso, você estará condenado financeiramente.
Nos seminários, recebo muitas pessoas cujos pais lutaram na
Segunda Guerra Mundial ou sofreram uma grande perda financeira.
Elas sempre se espantam ao perceber como as experiências dos pais
influenciaram as suas crenças e os seus hábitos a respeito do dinheiro.
Algumas delas gastam feito loucas porque, como dizem: "É muito
fácil perder tudo, por isso o melhor é desfrutar o dinheiro enquanto
é possível." Outras fazem o caminho inverso: guardam o que têm no
cofre para os dias difíceis.
Uma palavra de sabedoria: poupar para os dias difíceis parece
uma boa idéia, mas pode também criar grandes problemas. Um dos
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princípios que ensino nos cursos é o poder da intenção. Se você está
juntando dinheiro para os dias difíceis, o que acabará conseguindo?
Dias difíceis! Pare de fazer isso. Em vez de economizar para tempos
ruins, concentre-se em guardar para os dias felizes ou para o ia em
que você alcançar a sua liberdade financeira. Nesse caso, pela lei da
intenção, é exatamente isso o que obterá.
Eu disse anteriormente que, em questões de dinheiro, a maioria
das pessoas tende a se identificar com os pais ou com um deles pelo
menos, mas há também o outro lado da moeda. Há quem acabe se
tornando exatamente o oposto deles. Por que isso acontece? Será
que as palavras raiva e rebeldia têm algo a ver com essa história? Em
suma, tudo depende do quanto a pessoa se irritava com os pais.
Infelizmente, quando somos crianças não podemos dizer a eles:
"Mamãe, papai, sentem-se aqui. Quero discutir uma coisa com vocês:
não gosto da maneira como vocês lidam com o seu dinheiro.

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